No DF, 24 rádios comunitárias prestam serviço à periferia

O começo da Rádio Comunidade, localizada no Gama, não foi fácil

Por João Paulo de Brito
Jornal de Brasília / Agência de Notícias UniCEUB

“Bom diaaaaaa. Em Brasília, são seis horas da manhã. Ouvintes, este canal está aberto à sua participação….”. Sintonizadas do amanhecer do dia até o fim da noite, pelo menos 24 rádios comunitárias prestam serviço fundamental principalmente para regiões periféricas do Distrito Federal e no Entorno para levar informações a respeito de cultura, educação, saúde e mobilidade urbana às mais diversas regiões. Segundo os coordenadores das emissoras, o trabalho desenvolvido por essas emissoras vai além do simples entretenimento. As estações funcionariam como espécie de canal de porta-voz da população e podem fiscalizar o cumprimento de demandas sociais realizadas pelos ouvintes.

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No Gama, o público vai ao estúdio

O começo da Rádio Comunidade, localizada no Gama, não foi fácil. O fundador e diretor de operações Wander Telles relata que o veículo teve que superar obstáculos já desde a criação para que pudesse permanecer em atividade. “No início, a equipe era composta por mim e por outro sócio. Foi muito difícil, pois não tínhamos pessoas que pudessem ajudar nas atividades. A gente estava começando a entender sobre como funcionava o rádio. Eu fazia cinco horas de programação pela manhã, e ele realizava o mesmo à tarde. Nesse período, quem trabalhava durante a manhã, saía à tarde e ajudava a pessoa que estava no ar.”

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Segundo Wander, a relação com o público é um dos pilares para que a emissora esteja há mais de 17 anos em funcionamento. “Aqui a porta está sempre aberta para a população. As pessoas já nem ligam (apenas pelo telefone) mais. Aparecem a fim de conhecer a rádio ou só conversar mesmo. E nessas ocasiões, elas sempre trazem os problemas sobre a rua em que moram. A partir disso, nós levamos essas reclamações à administração em busca de soluções”, destaca.

O diretor  também reforça que o trabalho exercido em uma rádio comunitária é gratificante, pela proximidade que o público tem com os comunicadores. “É muito recompensadora a experiência de estar falando para a comunidade. O retorno que se tem. As pessoas querem te conhecer e lembram de você, quando te encontram na rua.”

Na Samambaia, interatividade

Responsável pela transmissão comunitária na Samambaia, a Ativa FM utiliza o espaço radiofônico para manter os moradores atentos aos temas que interessam à comunidade da 12ª região administrativa. O diretor de operações e esportes da emissora Rener Lopes explica que o veículo foca em informar os ouvintes diariamente sobre assuntos que envolvem o local, pois na visão dele,  algumas áreas não são tratadas de maneira ampla. “A Samambaia tem áreas culturais e esportivas muito fortes. E como a população se interessa por diversos assuntos, decidimos focar em conteúdos ligados à própria cidade.”

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Para atender as demandas, a emissora dispõe de uma van que é utilizada para visitar o público em busca de demandas que são levadas posteriormente as autoridades da região. “Já realizamos um trabalho, em que fomos às quadras da Samambaia para falar com moradores que se queixavam a respeito das pistas estarem repleta de buracos. Levamos essas reclamações para a regional, que solucionou o problema nos dias seguintes.

Rener entende que a atuação realizada é possível devido a integração que os ouvintes têm com os veículos. “As rádios comunitárias têm um importante papel na sociedade. É onde a população pode reclamar, elogiar, pedir uma ajuda, ou até mesmo, uma melhoria para a sua região. Além disso, são nelas que a administração ou a prefeitura chega à população, coisa que os grandes veículos não fazem”, finaliza Rener.

No Recanto, ajuda da comunidade

O sonho de criar uma rádio comunitária fez com que Divino Candido fundasse a rádio Líder FM, situada no Recanto das Emas, em parceria com o amigo Barreto no ano de 1999. Na criação, a emissora já  contava com o trabalho desenvolvido por uma equipe composta de 15 pessoas. Atualmente, o número de participantes se mantém, porém as atividades exercidas são mais frequentes durante os finais de semana.

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Conhecida como a voz a da comunidade, a rádio participa de maneira ativa do cotidiano da cidade. Barreto explica que toda publicidade feita pelo veículo tem o objetivo de atender os interesses da população. “A gente tem a preocupação de divulgar os acontecimentos da cidade e anunciar as necessidades que a sociedade nos informa . Para isso, o trabalho realizado é feito junto à administração. Dessa forma, participamos diretamente das atividades do Recanto das Emas.”

O locutor atribui a falta de verbas como o principal fator de complicação para a operação das rádios. “A gente depende de dinheiro para se manter. Muitas vezes não temos renda para pagar contas como água, luz e aluguel. Aí a comunidade nos ajuda também”, finaliza Barreto.

A reportagem não conseguiu retorno de responsáveis por outras rádios do DF. Se você conhece ou integra uma rádio comunitária, conte sua história para o repórter desta matéria. Incluiremos aqui a sua rádio (Fone: 61.99846.1046 / 3966.1293)

Mudanças na legislação

A questão financeira é a maior dificuldade para execução dos trabalhos desenvolvidos. Por não possuírem fins lucrativos, a fonte de renda das rádios comunidades vem por patrocínios de empresários que fazem também doações para a compra e a manutenção de equipamentos, além de contribuições que são realizadas por  associados e pela comunidade.

A Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária do Distrito Federal (Abraço-DF), instituição que representa as emissoras candangas, pleiteia mediante ao Ministério das Comunicações mudanças na legislação radiodifusora que visam a melhoria do serviço social prestado. Entre as reivindicações constam a aprovação do Projeto de Lei n/ 10.637/2018, referente ao  aumento da potência do raio de ação em que as rádios podem atuar, e a quantidade de canais designados para a execução.

Postado em: 23/06/2019 às 21:53:07
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