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Secretário de Mobilidade do DF é alvo de operação contra desvio no Dnit

  • GDF
  • Setembro 03, 2020

Valter Casimiro Silveira (foto em destaque), atual secretário de Transporte e Mobilidade do DF, foi alvo de busca e apreensão durante a Operação Circuito Fechado, da Polícia Federal, deflagrada na manhã desta quinta-feira (3/9). A PF apura desvio ao menos R$ 40 milhões no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Os crimes eram cometidos por meio de contratações fraudulentas da empresa Business to Technology (B2T), do ramo de TI.São investigados três contratos que foram firmados pelo Dnit entre 20 de julho de 2012 e 22 outubro de 2019. O desvio calculado é de R$ 40.566.248.

Casimiro esteve à frente do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil entre abril e dezembro de 2018. É servidor de carreira do Dnit desde 2006, onde assumiu a diretoria de Infraestrutura Aquaviária da autarquia em 2014. No ano seguinte, foi indicado para o cargo de diretoria-geral. O Metrópoles tentou contato com o secretário, mas ele ainda não se manifestou.

A PF cumpriu nove mandados de prisão temporária e 44 de busca e apreensão em endereços no Distrito Federal, em São Paulo, em Goiás e no Paraná. Buscas foram feitas na sede do Dnit, no Setor de Autarquias Norte. Além dessas medidas, a Justiça Federal também determinou o bloqueio do valor aproximado de R$ 40 milhões nas contas dos investigados, bem como o sequestro de seis imóveis e 11 veículos.O Metrópoles apurou os nomes dos presos. Confira:

– Tiago Schettini Batista, vice-presidente da B2T
– Alberto carvalho Branquinho
– Francisco Luiz Guedes Júnior
– Hélio Zveiter Trigueiro
– Fausto Emílio de Medeiros Filho
– Edy William Siqueira de Meneses
– Willian Silva Ferreira
– Marcus Thadeu de Oliveira Siva
– Rafael Pereira Teles Ferreira               Tentáculos

Trata-se da segunda fase da Operação Gaveteiro, deflagrada em 6 de fevereiro deste ano com o objetivo de apurar o desvio de R$ 50.473.262,80 do Ministério do Trabalho, por meio da contratação irregular da mesma empresa.

Após provas colhidas durante cumprimento dos mandados judiciais na primeira fase, a Polícia Federal descobriu que o Ministério do Trabalho foi apenas um dos tentáculos da organização criminosa.

A operação trouxe à tona um esquema bem maior, envolvendo empregados e revendedores do desenvolvedor da ferramenta de B.I. que era vendida aos órgãos públicos, sempre por meio de licitações fraudadas. Além disso, os suspeitos cooptavam servidores públicos para a criação artificial de uma demanda direcionada para contratação dos produtos com cláusulas restritivas que impediam a habilitação de outras empresas concorrentes.

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