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Indefinição nas prévias do PSDB é secundária em legenda desunida; leia análise

  • GDF
  • Novembro 22, 2021

As prévias tucanas definem não apenas o possível candidato do partido em 2022, mas o nome que pode liderar a legenda em um dos momentos mais cruciais de sua história, em busca do protagonismo que perdeu em 2018, com a vitória do presidente Jair Bolsonaro.

Aquele pleito deslocou o PSDB da organização da competição política no Brasil, colocando um desafio para o partido no próximo ano; retomar o papel de legenda com capacidade de formular e executar um projeto de Nação ou permanecer como sigla satélite no interior da constelação partidária, orientando sua sobrevivência à política localEsse delicado momento do PSDB, paradoxalmente, ocorreu justamente quando o PT, seu maior adversário, passou por crises profundas com o mensalão e, depois, a Lava Jato. Se seu maior adversário passa por um processo de impeachment, e seu maior rival não ganha votos, é sinal de risco de sobrevivência organizacional.

Curiosamente, o resultado das prévias pode se tornar secundário diante da falta de coesão entre as lideranças tucanas e de identidade junto ao eleitorado.O adiamento das prévias significa não apenas mais um capítulo de uma novela marcada pelo questionamento das regras de seleção dos candidatos, mas parece traduzir os dilemas organizacionais.

O partido segue sem um projeto minimamente coeso apoiado por suas lideranças. Se no passado as acusações sobre a falta de unidade e o conflito entre os caciques ficavam atrás das cortinas, o atual momento tucano é marcado por acusações públicas.

Reconquistar uma identidade política é o primeiro desafio do vencedor das prévias. O partido parece repetir o erro de 2018, quando entrou em uma eleição apoiando um governo rejeitado.

Hoje, mesmo sem apoiar o governo Bolsonaro, o PSDB parece não ter encontrado sua marca. Além disso, o partido é ameaçado pelo ex-juiz Sérgio Moro na mobilização da terceira via.

Não por um acaso, a eventual não candidatura a presidente segue como opção dos tucanos.

Assim, o resultado das prévias pode ser secundário diante da falta de união partidária rumo à 2022. Na prática, o atraso traz mais tempo para a solução dos dilemas existenciais.

*CIENTISTA POLÍTICO E SÓCIO DA TENDÊNCIAS CONSULTORIA  rafael  cortez  fonte  estadao

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