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CPI da Covid: com pedido de indiciamento de Bolsonaro e racha no G7, relatório será lido hoje

  • GDF
  • Outubro 20, 2021

Em meio ao mal-estar no chamado G7 – grupo de senadores que são maioria no colegiado e conduzem os trabalhos desde o início – provocado pelo vazamento do relatório final, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 se reúne, nesta quarta-feira (20/10), para a apresentação oficial do texto e leitura. Haverá um pedido de vista coletivo – mais prazo para análise – e a votação será realizada na próxima terça-feira (26).A sessão desta quarta-feira será um teste para o grupo majoritário da CPI, que ficou estremecido após o vazamento do relatório do senador Renan Calheiros (MDB-AL) antes de os senadores tomarem conhecimento do texto. A interpretação entre os senadores foi a de que o relator, ao vazar o relatório, tentou blindá-lo de possíveis mudanças, criando constrangimento aos demais integrantes da comissão.

presidente do colegiado, Omar Aziz (PSD-AM), foi um dos que demonstrou publicamente sua irritação e cobrou que o relator mantivesse no parecer tudo o que havia vazado. Uma reunião que estava marcada para debater o relatório na segunda-feira (18/10) foi cancelada.

Alguns senadores, como o vice-presidente Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e Tasso Jereissati (PSDB-CE), vêm atuando como bombeiro para aparar as arestas e manter o grupo coeso na reta final.Após o desgaste, Calheiros enviou o documento de 1.178 páginas aos colegas. Nele, há pedidos de indiciamentos de 70 pessoas e duas empresas. Entre os nomes, estão o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e três de seus filhos – o vereador pelo Rio de Janeiro Carlos (Republicanos-RJ), o senador Flavio (Patriota-RJ) e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) –, além dos ministros Wagner Rosário (Controladoria-Geral da União), Walter Braga Neto (Defesa) e Onyx Lorenzoni (Trabalho e Previdência).No parecer, constam ainda os pedidos de indiciamento dos ex-ministros Eduardo Pazuello (Saúde) e Ernesto Araújo (Relações Exteriores). Há também outros parlamentares, empresários, lobistas, médicos, pesquisadores e influenciadores bolsonaristas.Dois pontos fundamentais de divergências entre os senadores da comissão foram resolvidos na noite dessa terça (19/10): o indiciamento por genocídio de indígenas atribuído a Bolsonaro e o pedido de indiciamento dos filhos do presidente da República, sobretudo do senador Flávio Bolsonaro. Segundo o presidente da comissão, senador Omar Aziz, os dois tópicos foram retirados da versão final. A decisão foi tomada durante encontro na casa do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE).

“O genocídio não era consenso, não havia consenso de ninguém, entre juristas não havia consenso. Entre nós senadores, eu mesmo disse que tinha que ser convencido. O mais importante dessa reunião é que saímos unificados”, afirmou Aziz.

Relatórios paralelos

Um dos senadores que não corroboram com as teses defendidas pelo relator é Alessandro Vieira (Cidadania-SE), que apresentou um relatório paralelo, mais sucinto – 149 páginas – e com menos indiciados. São, ao todo, 17 pessoas, com o presidente Jair Bolsonaro encabeçando a lista.

Os senadores governistas, liderados por Marcos Rogério (DEM-RO), também prometeram apresentar um relatório paralelo, que deve poupar o governo federal. Autointitulado independente, mas alinhado com os governistas, o senador Eduardo Girão (Podemos-CE) disse que também pretende apresentar um texto paralelo.

Pós-CPI

Após a votação do relatório, a cúpula da CPI pretende no primeiro momento entregar o relatório à Procuradoria-Geral da República (PGR) e em seguida ao presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), a fim de que o deputado analise eventuais crimes de responsabilidade que tenham sido cometidos pelo presidente Jair Bolsonaro.

Na sequência, os parlamentares deverão entregar, presencialmente, o documento ao Ministério Público de São Paulo (MPSP) e à Câmara Municipal de São Paulo, em razão de investigações conduzidas por elas que envolvem possíveis irregularidades cometidas pela Prevent Senior no tratamento de pacientes da operadora.A última agenda dos senadores ainda prevê a entrega do texto ao Tribunal Penal Internacional (TPI), em Haia, na Holanda, para que se apurem possíveis crimes contra a humanidade por parte do governo Bolsonaro na gestão da pandemia.

Os senadores querem também transformar a comissão do Senado em uma frente parlamentar, para monitorar os desdobramentos das investigações conduzidas por eles na CPI.

No total, a CPI funcionou por quase seis meses, com 64 reuniões e 366 horas de trabalho, com 57 depoimentos, além de 1.055 requerimentos, 521 pedidos de informação e 251 quebras de sigilo, totalizando 9,4 terabytes de documentos recebidos.   fonte   metropoles

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