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Cooperativa assume gestão do Mercado de Peixe

  • GDF
  • Outubro 09, 2020

LÍVIO DI ARAÚJO, DA AGÊNCIA BRASÍLIA* | EDIÇÃO: FREDDY CHARLSON


O vice-governador Paco Britto disse que o Mercado do Peixe vai incentivar os produtores e que o DF se tornará referência na piscicultura, como hoje é na produção de grãos. Foto: Vinícius de Melo/Agência Brasília

Terceiro maior consumidor de pescados do Brasil, o Distrito Federal ganhou, nesta sexta-feira (9), uma novidade no Mercado do Peixe. O local, instalado dentro das Centrais de Abastecimento do Distrito Federal (Ceasa-DF), será gerido por uma cooperativa de piscicultores locais e vai diminuir o percurso entre o peixe do produtor do DF e a mesa do consumidor da capital. Inicialmente, a oferta será de cerca de 1,5 mil toneladas do produto ao brasiliense, mas a expectativa do governo é, de imediato, chegar a 4 mil toneladas.


Em solenidade na manhã desta sexta, a Secretaria de Agricultura do DF passou à Cooperativa Mista de Agricultura Familiar, do Meio Ambiente e da Cultura do Brasil (Coopindaiá) a responsabilidade de gerir e operacionalizar a unidade. De acordo com o secretário da pasta, Cândido Teles, a nova gestão vai fortalecer a produção de peixes na capital. “O consumidor terá acesso ao pescado de boa qualidade, inspecionado e com preço justo”, ressaltou. “O que vai gerar emprego e distribuição de renda aos produtores locais”, completou Teles.


Para o presidente da Coopindaiá, Luciano Andrade, o novo Mercado do Peixe vai fomentar a piscicultura do DF e ajudar muito os pequenos agricultores da capital. “Tenham certeza que a partir de agora, muitos deles vão conseguir sair da informalidade, podendo garantir seus produtos com preço justo à população e mais, com registro, o que é um marco para nós”, enfatizou.


O entusiasmo dos produtores que participaram da solenidade e dos gestores do governo têm explicação. O Distrito Federal tem um consumo de pescados que é maior que a média nacional. Brasília consome 45 mil toneladas de pescados por ano e o consumo per capita é de 14 quilos por ano – no Brasil, a média é de 9,5 quilos. Porém, estudos apontam que mais de 85% do que é comercializado em Brasília têm origem fora do Distrito Federal.


“O Mercado do Peixe vai proporcionar a mudança, pois incentiva os produtores e, em pouco tempo, o DF se tornará referência na piscicultura, como hoje é referência na produção de grãos”, destacou o vice-governador Paco Britto. “Sem dizer o quão significativo é estar dentro da Ceasa, onde acontece a distribuição dos alimentos para todo o DF, oferecendo o peixe do produtor local ao consumidor”, completou.


Logística


De acordo com o secretário de Pesca e Aquicultura do Ministério da Agricultura, Jorge Seife Júnior, milhares de piscicultores do Brasil têm a necessidade de vender o seu pescado e encontram problemas com a logística. “Um espaço nobre como esse, numa cidade que consome tanto, ter acesso direto ao peixe do produtor, sem ser pelas mãos de atravessadores, é muito importante”, destacou.


Paco lembrou ainda que, apesar de a área de cultivo de pescados na capital ser pequena, o DF possui grande densidade demográfica de consumidores e produtores de peixes, sendo assim, uma região estratégica para o mercado. “Exportamos alimentos para o mundo todo, mas somos grandes importadores de pescado, embora o Brasil seja o maior detentor de recursos hídricos do mundo”, lembrou Jorge Seife. “Esses dados indicam o alto potencial do mercado local e mostra o acerto do governador Ibaneis em ser um grande entusiasta com toda a produção que vem do campo”, finalizou o vice-governador.


Mercado do Peixe


Fechado desde 2017, o Mercado do Peixe foi reaberto após reforma durante um conjunto de obras de melhorias na Ceasa. Localizado ao lado do Mercado Orgânico, a ideia é oferecer pescados com preço acessível, dando oportunidade aos piscicultores para apresentarem seus produtos direto para o consumidor final. A Coopindaiá fará a gestão e operacionalização da estrutura em regime de mútua cooperação com a Secretaria de Agricultura do DF. Em dezembro de 2019, a pasta lançou edital para a seleção de uma cooperativa para gerir o local. A Coopindaiá foi a vencedora do processo.

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